sábado, 10 de dezembro de 2016

Notícias da semana

Depois do lançamento da sua estreia em junho, os And Then She Came avançam com o seu primeiro DVD, registando o concerto do dia 30 de setembro no Aachen’s Alter Schlachthof. Jen Majura dos Evanescence foi um convidado especial num dos momentos mais altos do espetáculo. O trailer pode ser visualizado aqui.



Fortress Of Freedom é o novo e épico vídeo dos Messenger. Este tema foi extraído do álbum Starwolf – Pt. II: Novastorm, lançado há cerca de um ano pela Massacre Records.



Womack Style é o novo álbum de Binky Womack, e tem edição da Gonzo Multimedia UK. A maior parte das canções de Womack Style são originais escritos por Binky Womack com todos os instrumentos executados por ele próprio. Também a produção do disco esteve a seu cargo, daí assentar bem o título de Womack Style.



Apocrypha é nome do novo trabalho dos Seth, banda Americana de NWOBHM, influenciada principalmente por nomes como Rush e Blue Oyster Cult. O disco está no mercado desde o dia 11 de novembro numa edição Minotauro Records. Uma aversão crua de I’m No Saint está disponível para visualização.



Os Mean Streak são uma banda sueca de metal tradicional que acaba de assinar pela Rock’N’Growl Management/Promotion. A banda já terminou as gravações do seu quarto álbum Blind Faith com Peter AnderssonAndy LaGuerin e Thomas Johansson nos The Panic Room. A produção esteve a cargo de Peter Andersson e Max Norman, enquanto a mistura esteve nas mãos de Max Norman e a masterização nas de Thomas "Plec" Johansson nos The Panic Room Mastering.


Ora aí está mais um single de avanço extraído do álbum This Time de Andy Rock. Aquele que já o terceiro vídeo chama-se She’s Dangerous. This Time será lançado no próximo dia 16 de dezembro através do selo Lions Pride Music.





Dia 1 de janeiro rebenta o novo ano e também o esperado novo álbum dos Cryptor Morbious Family intitulado The Pit Of Infamy. Os Cryptor Morbious Family, são uma banda proveniente de Grândola e foram criados em abril de 2005. The Pit Of Infamy é o terceiro disco de estúdio da banda formada por Tokinha (voz), César (guitarra), Maldito (baixo) e Nélson Teixeira (Seven Stitches/Kapitalistas Podridão), como novo baterista ao vivo. Desolation é o single de apresentação.


O lendário guitarrista Paul Nelson, galardoado com um Grammy, tem novo álbum intitulado Badass Generation. As primeiras críticas têm sido bastante positivas, colocando o nome de Nelson como um dos guitarristas de top da actualidade. Musicalmente, o resultado de Badass Generation está enraizado na era clássica de nomes como Led Zeppelin, Free, Bad Company, Lynyrd Skynyrd, Tom Petty, Allman Brothers, Aerosmith e ZZ Top.


Os Jackie D. acabam de lançar o vídeo oficial para o tema Yeah Yeah, segundo single extraído do próximo longa-duração da banda. Depois de Feel, este é o segundo tema a ser retirado de The J Spot, o novo registo da banda Lisboeta, que sucede a Symphonies From The City, de 2014, e promete ser um disco cheio de classe e recheado de grandes temas Rock. O lançamento está marcado para o próximo dia 4 de fevereiro, com selo Infected Records. A festa de apresentação acontece no Sabotage Club, em Lisboa. 



Os Aeternitas disponibilizaram um vídeo com a versão acústica do tema House Of Usher. Este tema faz parte do álbum com o mesmo nome recentemente lançado pela Massacre Records. 



Bitterfeldt é o mais recente nome da família Massacre Records. A banda nasceu em 2012 pela mão de Micha (vocais e teclados, ex-EverEve) e do seu amigo de longa data Sascha (guitarras e didgeriddo, ex-GAU). Ao duo juntou-se Matze (guitarras, ex-Crematory, Shit for Brains; guitars), Oliver (baixo, EverEve) e Christian Bass (bateria, Heaven Shall Burn). O álbum de estreia Götzen.Dämmerung verá a luz do dia a 24 de março pela label alemã. Uma banda sonora para o apocalipse… épico, intenso, abissal…

Do Brasil os Almah, liderados pelo ex-vocalista dos Angra Edu Falaschi, têm um novo álbum intitulado E. V. O.. Deste trabalho foi recentemente apresentado o vídeo para o tema Speranaza. E. V. O. foi lançado em setembro numa edição Teste Your Metal Records.

Entrevista: Noah Pine

 
Teclista dos Stonerider, Noah Pine é um teclista soberbo que vai mantendo a sua carreira paralela em nome individual procurando e conseguindo de forma brilhante explorar outras sonoridades. Close To The Ground é o nome do seu mais recente EP. Um rock cheio de soul, funk, country e… sem guitarras.

Olá Noah! Obrigado pelo teu tempo. És conhecido, essencialmente, como teclista dos Stonerider, mas também tens uma carreira paralela a solo. Quando começaste esta aventura? E é a primeira vez que fazes um álbum sem guitarras?
Sempre fui eu quem fez as minhas coisas e desenvolvi o meu ofício como escritor de música e performer desde a adolescência. O meu primeiro álbum foi com uma banda minha chamada The Marsh. Lembro-me de gravar esse álbum quando tinha 20 anos em Atenas, Geórgia com o engenheiro de gravação Kyle Spence que agora toca bateria com Kurt Vile. Éramos um trio com teclas, baixo e bateria, sem guitarra. Amo guitarras embora sempre tenha sido atraído por trios de piano. Adoro Medneski Martin & Wood, e os atuais grandes trios de piano de jazz. Gosto da simplicidade e do groove. Gravei estas músicas no verão passado, depois de as ter mantido durante cerca de um ano.

Portanto, neste sentido, este EP é substancialmente diferente dos teus trabalhos anteriores…
Este EP mostra, definitivamente, a minha evolução através da música e da vida. Uma combinação de todas as minhas influências. Amo soul, country, funky, som clássico. Adoro os sons crocantes do órgão! E quero continuar a crescer e a pesquisar.

Falando dos músicos que te acompanham, já eram todos teus conhecidos ou não?
O meu bom amigo Strauss toca bateria no EP. Tocamos juntos há 10 anos. Um dos meus bateristas favoritos. Guy é músico a tempo inteiro das Geórgia e está constantemente a tocar. Michael Lamond conheci através do Guy e é um baixista funky e um ser humano impressionante. E Matt, dos Stonerider, fez alguns backing vocals. Ele é o meu irmão do soul. Temos uma comunidade de música realmente especial em Atlanta, Geórgia. Adoro os músicos da Geórgia!

Importas-te de falar um pouco sobre o processo de gravação? Gravaram ao vivo?
Gravamos ao vivo num estúdio fixe de Atlanta chamado Itchy Brain Recording. Gravei ao vivo com o Wurlitzer eléctrico e posteriormente fiz overdubs com o moog. Esta é uma gravação analógica que significa que gravamos diretamente para fita, o que foi uma grande experiência para mim. Craig Carlson é um bom engenheiro de som e tudo correu bem sem problemas. Adam McYntyre, antigo baixista e produtor dos Stonerider e engenheiro que misturou o álbum Hologram também produziu e misturou o EP. Pesquisem pela sua banda, The Pinx! Tenho que tocar no seu novo disco. Oh!, e Cris Griffin masterizou o EP. Ele é um ótimo engenheiro e também faz som para os clássicos Drivin N Cryin, outra surpreendente banda da Geórgia.

No mesmo ano inscreves o teu nome em dois grandes trabalhos – o álbum dos Stonerider e o teu próprio EP. Hipóteses para tocar ao vivo com qualquer um deles?
Adoro estar nos Stonerider, escrever, executar e fazer groovy rock n roll. Também adoro fazer as minhas próprias coisas e espero fazer muitos espectáculos. Acho que é fixe ter um bom equilíbrio. Eu vejo o meu material e os Stonerider como uma forma de ajuda total uns aos outros. Música é amor.

Próximos projectos para serem realizados?
Os Stonerider começaram a escrever novas músicas desde que voltamos da Europa. Esperamos gravar em breve e continuar a fazer vibrações que nos inspiram a nós e aos outros e estaremos de volta aos Países Baixos em julho de 2017. Também estamos a ajudar uma artista muito talentosa chamada Brooklynn a fornecer a algumas das suas canções, um rock ‘n’ roll cushy, saboroso e quente para seus vocais voarem como uma águia.

Muito obrigado Noah! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Quero agradecer-te por teres analisado o meu EP. Aprecio o teu entusiasmo e devoção ao que fazes. Espero que eu e/ou Stonerider nos apresentemos em breve em Portugal. Gostaríamos de passar algum tempo no teu país e chegar a conhecer-te. Muito amor e paz.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Entrevista: Feanor


Ter Tony Martin, David Shankle, Ross The Boss, entre outros, a participar num disco deve proporcionar uma sensação única. E em que disco participam eles? Em We Are Heavy Metal dos argentinos Feanor, uma banda praticamente desconhecida, mas que, não temos dúvidas, irá saltar diretamente para o topo do metal tradicional. Não porque tem este conjunto de notáveis convidados, mas porque tem uma soberba coleção de canções. Pela primeira vez cantadas em inglês, depois de dois álbuns na sua língua materna. Gustavo Acosta, baixista e teclista não escondeu o seu empolgamento com tudo o que está a viver com os seus Feanor.

Viva Gustavo! Seis anos depois, aqui estão os Feanor de regresso! Como se sentem neste momento?
Olá, Pedro, como estás? Ótimos! Acho que o nosso regresso não poderia ser mais forte do que isto, estamos muito animados e satisfeitos com a reação geral da comunidade de metal. Parece que o nosso álbum está a ser muito apreciado pelos fãs e isso é uma grande sensação!

O que aconteceu durante este longo período de seis anos?
Precisámos de fazer alguns ajustes na banda, queríamos focar a nossa direção com mais precisão e os nossos ex-baterista e guitarrista decidiram concentrar-se a 100% na sua própria banda (Skilron), por isso tivemos que procurar músicos que compartilhassem a nossa visão e gosto musical. Finalmente, a coisa boa sobre esta música é que não envelhece, por isso, quanto tivemos as canções prontas levamos o nosso tempo para ter certeza que a produção era o melhor do melhor. Não quisemos apressar nada, queríamos ter a certeza de que as músicas seriam lançadas com o melhor som, a melhor masterização, performances impecáveis, etc.

Têm agora uma nova formação. Como é a química?
Sentimo-nos absolutamente fantásticos. Sven é um amigo de longa data, e partilhamos a paixão pela música de uma forma muito semelhante. Não somos apenas músicos, mas um grupo de amigos com os mesmos ideais, é uma sensação incrível.

Um novo álbum, adequadamente chamado We Are Heavy Metal! Esta é uma coleção de músicas dos últimos seis anos?
Sim, pode dizer-se isso, mas na verdade a maioria delas estava pronta há 3 anos atrás, portanto, como disse, tivemos tempo para as polir bem. A respeito do nome, acho que funciona a níveis muito diferentes. Podemos dizer que não importa a tua religião, país, cor ou gosto musical, somos todos Heavy Metal e devemos estar todos juntos como podes ver na nossa capa. Por outro lado é o nome de um velho bootleg dos Manowar, de 1984, que eu adoro, e também podes entender o tipo de música que tocamos – não pode haver retrato mais claro do que este! Finalmente, as letras do tema-título retratam a minha juventude e o que eu sinto sobre o metal. Em suma, pode haver muitos significados para o nome WAHM!

Olhando para a lista de convidados... wow! Como conseguiram ter todos esses nomes a tocar no vosso álbum? Deve ser uma honra...
Não só uma honra, mas um sonho. Como já disse, tivemos uma ideia em mente e demoramos todo o tempo necessário para a colocar em prática. Primeiro gravamos o álbum num estúdio, com o melhor som, e depois, em vez de o lançarmos, mostramos as faixas a algumas pessoas que considero figuras monumentais do heavy metal. Como gostaram das músicas, pedi-lhes para participar e, finalmente, quando recebemos as faixas de volta dos nossos convidados, decidimos regravar o álbum inteiro tocando-o com o mesmo sentimento que os nossos convidados fizeram. Ou seja, na realidade usamos tempo e recursos para dois registos como este, mas acho que o resultado é mais gratificante.

E todos eles trouxeram algo para a vossa música, não concordas?
Claro que sim. Por exemplo, um dos géneros musicais que gosto é o AOR, e uma das bandas que realmente gosto desse tipo de música são os Terranova da Holanda. Entrei em contacto com o teclista convidando-o para participar em Crying Games. Nessa música está ele nas teclas, Frank na bateria, Ross the Boss nas guitarras, Tony Martin nos vocais e eu e Walter The Scorpion no baixo/guitarras – isto é simplesmente mágico! Depois, temos uma canção chamada Ëol The Dark com um groove dos primórdios dos Manowar. Portanto, o que pode ser melhor que ter o próprio Ross The Boss a tocar nela? Cada membro foi escolhido para tocar de uma maneira onde se pode desfrutar o seu melhor.

Este é o primeiro álbum totalmente cantado em inglês. Por que essa opção?
No passado, fizemos um par de álbuns em espanhol mas agora queríamos criar um álbum um pouco diferente, com material que não pudesse ser rotulado como sul-americano. Tu ouves e pode ser europeu ou americano. Queríamos provar que somos capazes de estar no mesmo nível de qualquer outra banda no mundo em termos de composição, produção e qualidade e acho que conseguimos.

Frank Gilchriest gravou a bateria. É um membro efetivo dos Feanor?
Antes de mais, Frank é meu amigo, conheço-o há muitos anos, desde a altura em que veio à Argentina com os Virgin Steele pela primeira vez. Tornamo-nos amigos e, portanto, não foi surpresa tê-lo a bordo. Considero-o um dos dez melhores bateristas de metal hoje em dia. Portanto, sim, foi uma grande experiência ter as nossas músicas tocadas por ele. Definitivamente queremos tocar ao vivo com ele, mas ele tem uma agenda muito preenchida com as suas funções nos Riot. Falamos sobre fazer pelo menos um espectáculo com ele e tenho a certeza que vamos fazer, mas neste momento temos Emiliano Wachs que já tocou connosco no passado. Ele fez toda a bateria no nosso primeiro álbum (Invencible, 2005). Por isso. Nesta altura diria que Emiliano é o nosso baterista, mas definitivamente queremos tocar o álbum com Frank pelo menos uma vez.

Este é o vosso primeiro lançamento pela Massacre Records. Quando começam a trabalhar juntos?
Quando terminamos o álbum, começamos a procurar uma editora para o lançar. Na América do Sul foi pela ICARUS, que é a label mais forte de metal. No resto do mundo, tínhamos algumas opções, mas Sven falou-nos sobre a sua experiência com a Massacre que foi muito boa. Por isso, decidimos ir com eles e acho que foi uma ótima escolha, estamos extremamente felizes com o trabalho de nossos irmãos teutónicos de metal, saudações!

Esta é uma boa oportunidade para começar a conquistar a Europa?
Que se lixem as conquistas! Queremos fazer grandes músicas de metal e continuaremos a fazer isso enquanto pudermos tocar. Não sonhamos com fama nem procuramos dinheiro. Somos heavy metal, fazemos isso por puro amor pela música. As coisas que mais gostamos, como tomar uma bebida com os nossos amigos, tocar ao vivo, compor músicas, ouvir música metal não são limitadas por sonhos de fama e poder, que se lixe isso.

Próximos projetos a serem realizados? Uma tournée está planeada? Uma visita à Europa?
Realmente queremos tocar este disco ao vivo e estamos a pensar em alguns espectáculos no Brasil, provavelmente com os nossos amigos Steel Warrior e alguns na Argentina, e sim, esperamos poder tocar na Europa em 2017, que é com certeza um dos nossos objetivos.

Muito obrigado, Gustavo! Foi um prazer! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Obrigado irmão pelo teu interesse e tempo. We Are Heavy Metal é um trabalho de união e fraternidade, pessoas simples, uma mesa, algumas cervejas e música atrás, essa é a nossa massa, que é heavy metal!! Por favor, sigam-nos nos nossos sites:
https://www.facebook.com/feanorband
Site: www.feanorband.com
Twitter: @gustavofeanor

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Playlist Via Nocturna 08 de dezembro de 2016

(Clicar na imagem para ampliar)

Review: Hardwired... To Self-Destruct (Metallica)

Hardwired… To Self-Destruct (Metallica)
(2016, Blackened Recordings/Universal Music)
(6.0/6)

Os Metallica são um daqueles grupos que criam um tremor de terra mal surge alguma notícia a seu respeito. E ultimamente têm sido diversos esses tremores pelo facto de a banda, de repente, surgir com um… dois… três temas novos a circular na net. A notícia espalhava-se: os Metallica têm um novo álbum, ao fim de 35 anos de carreira e depois de Death Magnetic e 8 anos sem lançamentos originais. Como qualquer fã de metal e dos Metallica, logo surgiu aquele nervosinho miudinho! Os mestres estão de regresso! Mas também se instalaram as dúvidas: iremos ter a continuação da melhoria notada em Death Magnetic ou iria a banda retroceder no seu percurso e voltar a um passado com pouca glória de um St. Anger? A resposta não tardou muito, até porque os três primeiros temas disponibilizados logo anteviam algo de grande. Como de facto é Hardwired… To Self-Destruct! Um disco que coloca os Metallica na linha da frente do thrash metal que eles próprios ajudaram a criar. Riffs monumentais, temas a variar entre o speedado e o compassado e um groove impressionante imprimido por Rob Trujillo. Quase sem respirar, os temas sucedem-se a um ritmo estonteante, bem pesados, sendo que só a espaços (Halo On Fire, Here Comes Revenge) se vislumbram algumas brechas nessa imponente parede sonora de riffs e do duplo bombo de Ulrich. Os velhos Metallica estão, definitivamente, de regresso, com um álbum que bebe diretamente dos seus momentos gloriosos – Kill’em All, Master Of Puppets apresentando um conjunto de temas que entram diretamente para a lista dos seus melhores de sempre - Atlas Rise!, Moth Into Flame, Confusion, Spit Out The Bone. E até há um Am I Savage? que parece sair diretamente do… Am I Evil?. São doze temas divididos por dois discos e cerca de 80 minutos de um fenomenal thrash que promete trazer muitas dores de pescoço aos fãs…

Tracklist:
CD 1:
1.      Hardwired
2.      Altas, Rise!
3.      Now That We’re Dead
4.      Moth Into Flame
5.      Dream No More
6.      Halo On Fire

CD 2:
1.      Confusion
2.      ManUNkind
3.      Here Comes Revenge
4.      Am I Savage?
5.      Murder One
6.      Spit Out The Bone

Line-Up:
James Hetfield – guitarras e vocais
Lars Ulrich – bateria
Kirk Hammett – guitarras
Robert Trujillo – baixo

Internet:
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Soundcloud   
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Edição: Blackened Recordings/Universal Music   

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Entrevista: Seven


O novo milénio tem-se revelado auspicioso para Mick Devine e os seus Seven. Em apenas dois álbuns atingiram um nível de popularidade que nem na Polydor tiveram nos anos 80. E se a “estreia” 7 ainda mostrava um coletivo à procura de alguma identidade, Shattered é claramente a afirmação incontestável de mais um excelente nome de rock melódico. Foi o próprio Mick que conversou com Via Nocturna a respeito deste novo disco.

Olá Mick! Obrigado pela disponibilidade! Como te sentes com esta tua segunda vida - dois álbuns em dois anos?
É ótimo ter a oportunidade de voltar depois de uma longa pausa e ter a oportunidade de lançar o álbum que deveríamos ter lançado na altura. E também por ter a possibilidade de trabalhar com alguns grandes músicos para escrever e gravar um novo álbum. Sinto-me abençoado!

Mas desta vez, Shattered é um disco mais maduro que 7. O que mudou?
Sabes que o primeiro álbum foi uma homenagem ao passado e foi a nossa oportunidade para completarmos um sonho. Quando terminou, começamos a trabalhar na criação de novas faixas, embora não tivéssemos uma direção clara, mas quando as faixas se começaram a juntar, ficou claro que o nosso som estava a evoluir desde o primeiro álbum. Acho que a maturidade presente em Shattered é porque amadurecemos como pessoas e músicos ao longo dos anos. Escrevi todas as letras deste álbum que definitivamente refletem elementos da minha vida. Lars Chris produziu o álbum com um feeling mais pesado que cria nos meus vocais melódicos uma vibração diferente. Acho que o resultado está incrível.

Um forte passo à frente, não concordas? Como descreverias Shattered?
Em primeiro lugar, fiquei muito surpreendido com a qualidade da produção e gravação do primeiro álbum já que Lars conseguiu trazer de volta o som dos Seven e respirar nova vida, atualizando-o. Quando começamos a gravar o segundo álbum, acho que a escrita e as performances melhoraram ainda mais à medida que progredíamos. Shattered é uma coleção de faixas de rock melódico realmente fortes, produzidas com uma vibe atualizada que equilibra os vocais de rock melódico clássico com um baixo que impulsiona e entrega a energia para elevar as músicas a um novo nível. É, certamente uma evolução do som original de Seven. As críticas de ambos os álbuns foram fantásticas, mais do que eu poderia ter esperado, e nos meus sites de Facebook e Twitter os comentários foram incríveis. Os links para minhas páginas são @MickDevineMusic no Facebook e @DevineMichael no Twitter. Visitem-me e digam-me o que acham.

Na verdade, estás a viver um dos melhores momentos de sua carreira?
Definitivamente. Parece irónico que agora, muitos anos depois, seja capaz de conseguir o que desejamos tão desesperadamente nos anos 90. O mundo da música mudou tanto ao longo dos anos com tantas das mudanças negativas para os artistas. Mas o elemento mais positivo é o quão acessível é hoje a produção de grande música com a tecnologia impressionante na ponta dos nossos dedos. Sem isso estes álbuns nunca teriam acontecido.

Como foi o desenvolvimento do trabalho até o álbum estar finalizado?
Depois que terminamos de gravar 7, comecei a trabalhar em algumas ideias musicais que me foram enviadas por Fredrik Bergh e Lars Chriss. Não tínhamos nenhuma ideia onde essas canções poderiam ir ou se se transformariam em algo de bom. Tudo o que fiz foi tentar criar as melhores melodias possíveis e, em seguida, foquei-me em escrever letras que tivessem um significado real para mim. Nada foi escrito para uma fórmula, apenas escrevemos o que parecia certo para a música. Com as demos gravadas, Lars começou a produzir as faixas com Kay, Fredrik e Andy na Suécia e os masters foram-me enviadas para o Reino Unido onde gravei todos os vocais e backing vocals no meu estúdio em casa. Também pedimos aos talentos vocais de Nigel Bailey para adicionar uma excelente textura vocal a algumas das faixas e também à minha esposa Lin, que acrescentou algumas texturas bem necessárias aos vocais de apoio em Pieces Of You. Finalmente as faixas foram misturadas por Lars e depois masterizadas por Mike Lind novamente na Suécia. Sim, Lars e Mike são verdadeiros artistas e mais uma vez produziram e depois masterizaram as faixas para produzir um grande álbum. Eu fico sempre espantado com as melhorias do produto final em relação às gravações iniciais. Eles realmente sabem o que estão a fazer!!

Durante quanto tempo trabalham nesta coleção de músicas?
Começamos a gravar faixas para este álbum pouco depois de lançarmos nosso primeiro álbum. Por isso, levou cerca de dois anos para escrever, gravar e lançar.

A respeito do processo de gravação, onde gravaram? Como decorreu a experiência?
Gravamos este álbum da mesma forma que fizemos no primeiro. Com ideias e vocais sendo enviados por e-mail para trás e para a frente entre o Reino Unido, Suécia, África do Sul e os EUA, todos os quais acabaram por regressar à Suécia para ser finalmente produzido. É a maneira moderna de gravar quando todos vivem em países diferentes.

Deste álbum já foram apresentados dois vídeos, certo? Que músicas e por que razão foram escolhidas?
O primeiro vídeo que gravamos foi para Light Of 1000 Eyes, que é a primeira faixa do álbum e é uma killer music para abrir o álbum. Depois gravamos um vídeo para Fight, que foi lançado no mesmo dia do lançamento do álbum. Escolhemos Fight porque é uma faixa kicking! Adoramos isso!

A partir de agora os Seven estão definitivamente em cena... para ficar?
Definitivamente! O lançamento de Shattered provou-me que o som Seven pode progredir e melhorar cada vez mais. Estou certamente comprometido em fazer outro álbum, desde que as pessoas o queiram ouvir. Também estou envolvido noutros projetos, por isso, por favor, fiquem atentos ao meu nome num futuro próximo.

Muito obrigado, Mick! Queres acrescentar mais alguma coisa?
Gostaria apenas de agradecer a todos os teus leitores que compraram o nosso álbum e espero que gostem. Para aqueles que não compraram, se gostam de ouvir boa música de rock melódico com uma abordagem moderna e pesada tenho a certeza que irão adorar Shattered... Por que não experimentá-lo? Mas, acima de tudo keep rocking e mantenham a música viva.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Review: Debackliner (Debackliner)

Debackliner (Debackliner)
(2016, Pitch Black Records)
(5.0/6)

Qualquer coisa se passa no meio rockeiro/metaleiro francês. Assim de repente, nas últimas semanas recebemos e tratamos coisas tão díspares como Existance, Grit e Fourth Circle, sendo que estes Debackliner são mais um novo nome a surgir na cena na região de Marselha. Este álbum homónimo é a sua estreia e mostra-nos uma banda com muita criatividade mas, por vezes, algo confusa. O seu metal parte do tradicional mas incorpora as mais díspares influências que vão até ao death metal. Os temas são bastante complexos, desenvolvendo-se em sucessivas camadas e com bastantes variações quer instrumentais quer vocais. No entanto, os melhores momentos, quanto a nós, são obtidos quando a banda se foca mais no tradicional. A abertura Pandora tem uma parte final assombrosa e o final, The Omega, Jolly Roger e a épica Circle, são os pontos mais altos de uma coleção de temas que consegue agradar a Iron Maiden, Blind Guardian, Nevermore, Avenged Sevenfold ou Gloryful. Old school metal, pirate metal, symphonic metal, thrash metal e death metal combinam-se de forma que, aparentemente nem seria possível, num disco com uma bateria poderosíssima e a composição  roçar sempre os limites… e adornada com um toque de modern metal que acentua toda a força e energia. Um disco de estreia claramente adequado a quem gosta de desafios extremos.

Tracklist:
1. Pandora
2. Rise of Angel
3. Children Of The Night
4. Werewolf
5. Erase The Hordes
6. Mr. Jack
7. The Omega
8. Jolly Roger
9. Circle

Line-Up:
Bob Saliba – vocais
Thomas Pognante - baixo
Rémi Caleca - guitarras
Serge Servise - bateria
Eric Luvera guitarra ritmo

Internet:
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Edição: Pitch Black Records