quarta-feira, 19 de julho de 2017

Review: Longe do Chão (O Gajo)

Longe do Chão (O Gajo)
(2017, Rastilho Records)
(5.5/6)

O trajeto que João Morais vinha trazendo com a sua banda, os Gazua, já fazia prever algo do género ao que assistimos agora com O Gajo. João Morais, apesar de ter começado no punk rock, sempre se mostrou incorformado e sempre se notou, na sua música, o sentido de inovação e evolução. A utilização da guitarra portuguesa nos Gazua acabou por ser o precursor para a descoberta da viola campaniça, instrumento da maior relevância em Longe do Chão. Uma viola tipicamente alentejana, nas mãos de um lisboeta a cantar a sua cidade. Um disco que pega campaniça e com ela junta o melhor das nossas raízes, desde o fado ao folclore. Apenas por uma vez surge uma voz, feminina, e em vocalizo. É em Trânsito de Vénus, um tema de forte teor arábico, ou não fosse o Alentejo uma das zonas onde mais tempo permanecerem os mouros, diz a nossa história. E a história deste Longe do Chão, trabalho de estreia d’O Gajo, é feito destas estórias sacadas das cordas de um guitarra só nossa, pelas mãos de um mestre da execução e da criatividade. Um autêntico Carlos Paredes da campaniça!

Tracklist:
1.      Longe do Chão
2.      Há uma Festa Aqui ao Lado
3.      Uma Ginja Com Elas
4.      A Carteirista
5.      Miradouro da Batucada
6.      O Cego e a Guitarra
7.      Trânsito de Vénus
8.      5300 Noites
9.      Férias no Havai
10.  Navio dos Loucos
11.  A Navalha da Rua Escura

Line-up:
João Morais – viola campaniça
Telma Pereira – voz em Trânsito em Vénus

Internet:

Edição: Rastilho Records   

terça-feira, 18 de julho de 2017

Review: Slow Down (Alex Lopez)

Slow Down (Alex Lopez)
(2017, MarEmil Records)
(5.7/6)

Alex Lopez era um nome totalmente desconhecido para nós, apesar de Slow Down ser já o terceiro álbum do compositor. Mas, este primeiro contacto acaba por ser muito interessante pela abordagem bluesy que Lopez faz ao seu rock ‘n’ roll, muito sixties. O Hammond está presente, aqui e ali a influência The Beatles é notória, os sopros resultam muito bem nos temas onde são incluídos, os solos estão bem enquadrados. Curiosamente, a parte inicial é mais rockeira, enquanto a segunda metade de Slow Down entra mais em campos baladescos. Uma divisão que leva o disco de um rock intenso de Dangerous até aos registos calmos, naquele jeito de contar histórias de Cat Stevens dois dois temas finais – as faixas bónus. Pelo meio desta viagem muito agradável, há paragens no blues à Gary Moore de Slowdown, no acústico Exodus/Long Long Time, na inspiração Santana de Stolen, no jazzístico solo de piano final de Redeem Me, no minimalismo em I Love You Blues e até no experimentalismo de Slowdown (Reprise). Como se percebe, Slow Down é um disco composto por um conjunto de algumas grandes canções, bem estruturado e que segue um critério rigoroso de qualidade. Um disco onde o rock é criado e interpretado de uma forma consistente, coerente, adulta e com maturidade.

Tracklist:
1.      Dangerous
2.      The Wildlife
3.      Slowdown
4.      Words Of Wisdom
5.      Enough Of It
6.      I Don’t Know
7.      Exodus/Long Long Time
8.      Stolen
9.      Redeem Me
10.  I Love You Blues
11.  Alive
12.  Slowdown (Reprise)
13.  Dance The Night With Me (bonus track)
14.  War Without A Face (bonus track)

Line-up:
Alex Lopez – vocais e guitarras
Gary Dowell - teclados
Steve Pagano - baixo
Michael Maxim - bateria

Internet:
Website   
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Edição: MarEmil Records

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Notícias da semana

A banda britânica de AOR/Classic Rock, Moritz, anunciou o seu regresso aos álbuns com About Time Too. São treze novos temas, incluindo duas intros instrumentais, num disco que sai a 31 de julho via Shadows Of A Dream e a 25 de agosto via Cargo Records. Um teaser pode ser visto aqui.



Pela Massacre Records os Narnia irão proceder a um novo lançamento do seu álbum homónimo. O álbum que já tinha sido lançado, de forma independente, no ano passado, vê agora uma edição suportada por uma forte label. 21 de julho é a data de lançamento, mas até lá poderão ouvir e ver o vídeo oficial do tema I Still Believe, successor do vídeo de Thank You.



Sai a 21 de julho o novo álbum dos franceses Galderia intitulado Return Of The Cosmic Men. Via Nocturna já o ouviu e pode avançar que se trata de uma das melhores obras deste ano. Podem, aliás, conferir, pela visualização do lyricvideo do tema High Up In The Air. A edição é também da Massacre Records.



A Massacre Records já anunciou a data para a reedição do terceiro álbum dos Mystic Prophecy intitulado Never Ending. Será a 25 de agosto que surgirá no mercado o successor de Vengeance e Regressus, numa edição remasterizada e em digipack. O tema Burning Bridges está disponível para audição streaming.



Os Darewolf são uma nova banda de Hard Rock/Power Metal de Braga que acaba de lançar o primeiro EP. Com influências de Whitesnake, Scorpions e Iron Maiden, este trabalho já está disponível nas plataformas digitais.


Dois irmãos carismáticos, melodias sing-a-long, guitarras e uma boa dose de humor – eis os The Two Romans, banda suiça de sólido alt rock e tempestuoso temperamento. Formados há cerca de 30 meses, com mais de 100 concertos (incluindo uma tour pelos EUA), os irmãos lançarão o EP Sun a 15 de setembro.  O avanço é feito na forma de Y.


Após um hiato de cerca de 5 anos, os Mars Hollow anunciaram a gravação de um novo álbum. O anúncio foi feito durante uma reunião e entrevista para uma rádio, em junho e surge na sequência do espetáculo John Baker and Steve Mauk Perform the Music of Mars Hollow que decorreu em Chicago. Este foi o primeiro concerto da banda desde maio de 2012. A última gravação dos proggers havia sido a faixa So Far Away incluída no álbum Mars Hollow Live.


O novo disco dos Affäire já está disponível! Gravado nos Dynamix Studios (Lisboa) e editado pela Raging Planet em formato digipack, Neon Gods é um EP com 5 temas: 4 originais e a primeira versão gravada pela banda: I Saw Her Standing There, original dos The Beatles. Neon Gods está disponível para encomendas através da editora Raging Planet.


Badweather é o nome de um novo projeto musical nascido no Algarve, que traz consigo um estilo que reúne música alternativa, instrumentais ambientriffs de guitarra memoráveis e vocais puros, cujo resultado é um conjunto de músicas que transparecem uma variedade de emoções. Após nove meses intensos de gravações, os Badweather preparam-se para apresentar o seu EP de estreia, Near Life Experiences, inteiramente produzido, misturado e masterizado por dois membros da banda - Alberto Hernández e Hugo Oliveira - num quarto, em casa.O EP estará disponível na sua totalidade nas plataformas digitais em finais de julho/inícios de agosto, mas entretanto, ficam, como forma de avanço os vídeos dos dois primeiros singlesBlossom e Sleeping Pills


A banda italiana de vapiric metal, Theatre des Vampires, lançou o vídeo do tema Resurrection Mary, retirado do seu último trabalho discográfico Candyland. A realização esteve a cargo de Patrizia Cogliati Musicphoto. Recorde-se que em Candyland participou Fernando Ribeiro no tema Seventh Room.


O aclamado álbum ao vivo Magma Live, dos Magma, originalmente lançado em 1975 está de novo disponível numa reedição remasterizada e que contém dois novos temas. Este álbum ao vivo foi gravado entre 1 e 5 de junho no Taverne de l’Olympia e marcou o renascimento da banda francesa depois da saída de Jannick Top e outros elementos um ano antes. O álbum tem edição pela Seventh Records.

Entrevista: The Quartet Of Woah!

Apesar de já em 2014 se falar de um successor de Ultrabomb, só agora, surge o novo trabalho dos The Quartet Of Woah! Um disco homónimo que surpreende pelo número diminuto de temas e pela sua longa duração, o que vem demonstrar a veia criativa do coletivo nacional. A respeito de tudo que, entretanto, se passou, até se chegar a The Quartet Of Woah! confiram as palavras de Rui Guerra.

Olá pessoal! Ultrabomb, o vosso primeiro trabalho, foi lançado já há 5 anos. Entretanto, andaram em tournée pelo país e pelo Reino Unido. Que memórias e aprendizagens guardam dessas experiências?
Já lá vão 5 anos, 4 dos quais foram passados a tocar por todo o país e, tal como referiste, também fora dele. Posso dizer que uma parte enorme do que somos agora se deve a esse período em que conhecemos todo um mundo fantástico de pessoas, bandas, organizações cheias de vontade de fazerem coisas acontecer no mundo da música e das artes. Um mundo que nos fez exigir tudo de nós por toda a sua entrega.

Esse mesmo Ultrabomb teve uma receção fantástica tanto pela imprensa como pelos ouvintes. Ficaram, na altura, surpreendidos?
Estivemos sempre conscientes do trabalho que tínhamos em mãos e sabíamos que gostávamos daquilo que estávamos a ouvir e isso é um passo essencial para os outros também gostarem, mas não esperávamos demasiado, é preciso voar baixinho para não queimares as asas, mantermo-nos lúcidos é importante, e divertirmo-nos.

Mas não deixa de ser curioso que já em 2014 se falava na hipótese do lançamento de um segundo disco. O que se passou entretanto?
De facto, já em 2014 começávamos a preparar este novo trabalho, mas precisávamos de nos desligar do sentimento do Ultrabomb para entrar nesta nova fase. É nessa altura que fazemos o backwardsfirstliners que acaba por ter aquele sentimento de revolta do final do Ultrabomb mas já com outra seriedade e com um discurso muito mais centrado no que se vive neste nosso mundo. Essa música serve um pouco como ponte entre a ilha do Ultrabomb e a do The Quartet ofWoah!, daí a chamarmos de música órfã, largada entre duas ilhas, sem álbum que a carregue. Mas no meio disto, e até agora, há concertos para fazer, e com isso há que voltar ao Ultrabomb, e depois voltar para o estúdio e fazer o The Quartet ofWoah!, que é um álbum com menos músicas mas muito mais denso, mais íntimo. Sentimos que agora era preciso apresentarmo-nos às pessoas e mostrar-lhes o nosso âmago, a nossa humanidade, e tudo isto leva tempo.

Nesse período, quando começaram a trabalhar neste segundo e homónimo trabalho?
Nestes períodos iniciais costumamos passar muitos dias só a conversar e a disfrutar do tempo que estamos juntos sem que seja em cima de um palco ou num camarim. Todo esse tempo é passado longe do instrumento e acaba por nos ser essencial antes de nos centrarmos na música. Penso que começámos a construir a música por volta de 2015 e acabou por ser um processo relativamente rápido em pré-produção. Levámos mais tempo no estúdio, a gravá-lo, porque queríamos precisamente que fosse um álbum mais de estúdio até para enfatizar o trabalho do produtor. Não vamos cantar o nosso âmago sem o incluir o Fernando Matias.

E começaram a trabalhar a pensar na fasquia que já tinham atingido ou não? Houve algum tipo de pressão?
Trabalhámos sem pressão para além daquele que nos impomos.

Uma das diferenças que mais se notam é a redução do número de temas e o consequente aumento da dimensão dos mesmos. Foi premeditado ou simplesmente aconteceu?
Foi premeditado, somos quatro, são quatro temas e temos muito para dizer.

Se há banda onde os rótulos não assentam muito bem é em vocês. Prog e stoner são alguns deles já aplicados (até por nós), mas sei que vocês preferem não referenciar isso. Por isso, que sonoridades mais vos inspiram nos dias de hoje?
Vamos buscar a todo o lado, tanto na música como fora dela, no outro dia estivemos um ensaio inteiro à volta de uma música inspirada num jogo eletrónico dos anos 80. Tanto pode vir daí como de free jazz sueco, como de Shostakovich, como do Sérgio Leone. 

Mesmo considerando a sonoridade retro do quarteto, há coisas atuais que gostem particularmente?
Dos dias de hoje vem menos música e um pouco mais ruido, mas também há ruido bom.

Para o Ultrabomb houve um livro que serviu de inspiração. Aconteceu o mesmo ou algo similar agora?
Há sempre uma inspiração ou pelo menos um conceito.

Já agora como é feito esse trabalho de uma adaptação de um livro para um disco?
Quando pegámos no livro já havia ali muita música, há qualquer coisa de mágico na escrita para crianças que te dá uma visão muito simplista e ao mesmo tempo muito digna perante a verdade do mundo. Noutro século talvez respondêssemos que tinha sido uma providência divina que nos tinha feito fazer música. Foi tudo muito natural, o livro falou connosco.

Bom, e a partir de agora, já estão a tratar de ir para a estrada novamente?
Brevemente, sim.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Entrevista: The Psycho Tramps

O punk rock português está, definitivamente bem entregue, como prova os mais recentes lançamentos do género, nomeadamente Silk Gloves On Hard Boys, sucessor de I’ve Met Satan dos algarvios The Psycho Tramps. Miguel Roque, vocalista do coletivo voltou a falar com Via Nocturna, agora a propósito deste novo registo.

Olá Miguel, tudo bem? Como foi vivido pela banda o período pós-I’ve Met Satan? Muita estrada?
Desde já obrigado pela paciência de nos entrevistares, num mundo de frenesim cibernético ainda há pessoal que pára para falar sobre música.   Depois do lançamento do I’ve Met Satan ainda demos uns concertos valentes no Algarve, Alentejo, Região de Lisboa, Espanha, só não fomos ao Norte/Centro, mas iremos quebrar essa barreira depois do Verão.

Quando começaram a preparar este novo disco?
Foi quase imediatamente após o lançamento do I’ve Met Satan, já tínhamos umas faixas meio alinhavadas, depois fomos adicionando outras que surgiram.

Mudaram alguma coisa, na vossa forma de trabalhar, em relação ao trabalho anterior?
Nada, tudo igual, sempre o mesmo processo, eu escrevo as letras, na maior parte das vezes o Zé (guitarra ritmo) traz umas melodias depois a malta toda ajuda ao produto final.

Mantém a mesma equipa. Isso é importante para a estabilidade, naturalmente. Pode dizer-se que a amizade entre vocês é mais forte que tudo o resto?
Eu digo sempre que uma banda é como uma relação amorosa, há dias bons há dias maus e há dias em que queres matar alguém e enterrar no mato…

Podes explicar-nos a origem e/ou significado do título deste vosso novo álbum?
Eu creio que o título define um pouco a nossa sonoridade e atitude em palco. Silk Gloves representa a melodia e um pouco o glam, on Hard Boys simboliza os rasgos de agressividade e o facto de darmos tudo em palco.

E deste álbum já têm um vídeo para o tema Number One. Porque a escolha desta música?
Foi uma escolha democrática. Eu perguntei à malta qual era a faixa que queriam lançar em primeiro lugar, 3 disseram a Number One… siga!

Não há muita representação dentro deste género de punk mais sujo e selvagem, digamos assim, no nosso país. Sentem isso? A situação tem vindo a mudar ou nem por isso?
Existem algumas bandas que ainda mantêm a chama viva, os Clockwork Boys, os Parkinsons, Conan Castro and the Moonshine Pinatas, entre outros, mas infelizmente sentimos que sim, é um movimento um pouco “morto”. Nem percebo porquê, pois é tão divertido e vejo sempre no Facebook malta a postar vídeos de bandas de punk rock.

Agora que o trabalho já está cá fora, o que têm previsto para os próximos tempos?
Assim que o álbum saiu demos 2 concertos, um de lançamento, outro com  Toy Dolls, agora no Verão paramos sempre um pouco, está calor e o pessoal quer é esplanadas, mas de setembro até final do ano temos 4 concertos agendados.  Depois logo se vê...

Obrigado Miguel, queres acrescentar mais alguma coisa?
Um agradecimento à Dog City pelo apoio que nos têm dado. Comprem o álbum, senão ouçam apenas no bandcamp da banda, e se possível vejam-nos ao vivo. Keep underground music alive.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Review: The Second Big Bang (Soulspell)


The Second Big Bang (Soulspell)
(2017, Inner Wound Recordings)
(5.1/6)

The Second Big Bang é o quarto trabalho de Souspell, o projeto brasileiro criado e estruturado por Heleno Vale e surge cinco anos após Hollow’s Gathering. E é nesta sua quarta experiência que ele consegue o maior naipe de estrelas internacionais a participar (ver lista abaixo), embora seja, provavelmente, o disco menos entusiasmante. Sem tirar o mérito a todos os participantes, o destaque deve ser dado a Daísa Munhoz – a capacidade vocal da vocalista dos Vandroya fica aqui completamente provada (se dúvidas ainda existissem) e é, também, quando ela participa que se verificam os momentos mais interessantes. No entanto, deve ser referido que a tradição se mantém. The Second Big Bang é um disco de metal progressivo e melódico que se adapta a fãs de Angra ou de Arjen Anthony Lucassen, seja qual for o seu projeto. Existe muito virtuosismo, técnica e teatralidade, mas, no conjunto, os temas acabam por ser pouco excitantes e acima de tudo, pouco saiem da zona de conforto daquilo que Heleno Vale já nos habituou. Quer isto dizer que qualquer um dos disco anteriores do brasileiro atinge os seus objetivos muito mais facilmente que este The Second Big Bang. Para quem não conhece o trabalho anteriormente criado pelo baterista, este álbum pode ser um bom ponto de partida, até porque tem, ainda, um par de temas de qualidade (The End You’ll Know At The End, Horus’s Eye, White Lion Of Goldah e Super Black Hole), embora, fique a obrigatoriedade de recuar no tempo.

Tracklist:
1.      Time To Set You Free
2.      The Second Big Bang
3.      Sound Of Rain
4.      The End You’ll Know At The End
5.      Horus’s Eye
6.      Father And Son
7.      Dungeons And Dragons
8.      White Lion Of Goldah
9.      Game Of Hours
10.  Super Black Hole
11.  Soulspell (Apocalypse version)
12.  Alexandria (Apocalypse version)

Line-up:
Jefferson Albert, André Matos, Timo Kotipelto, Carlos Ferri, Blaze Bayley, Daísa Munhoz, Pedro Campos, Fabio Lione, Victor Emeka, Ralf Sheepers, Dani Nolden, Tim Owens, Oliver Hartmann, Arjen Anthony Lucassen – vocais
Camille e Kennerly (The Harp Twins) – harpa
Juliano Caserta, Eduardo Santos, Heleno Vale, Gabriel Viotto – bateria
Tito Falaschi, Markus Grosskopf, Daniel Guirado – baixo
Cleiton Carvalho, Jani Liimatainen, Eduardo Ardanuy, Tito Falaschi, Leandro Erba, Thiago Amendola, Rodolfo Pagotto, Marcos Popolo, Arjen Anthony Lucassen – guitarras
Rodrigo Boechat, Fábio Laguna, Frank Tischer – teclados

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Edição: Inner Wound Recordings    

Playlist Via Nocturna 13 de julho de 2017


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Review: Blind Faith (Mean Streak)

Blind Faith (Mean Streak)
(2017, Rock Of Angels Records)
(5.6/6)

Tendo tido uma estreia absolutamente fantástica com Metal Slave, os Mean Streak têm conseguido, a partir desse momento, manter-se sempre em bom nível e neste Blind Faith, que já é o seu quarto trabalho assinam uma das suas obras mais consistentes. Blood Red Sky, tema de abertura, é verdadeiramente sensacional e mostra, logo ali que os Mean Streak sabem bem como fazer do melhor metal tradicional que se faz na atualidade. Está tudo lá – desde as melodias, aos ritmos, às dinâmicas, aos arranjos, às twing guitar, às harmonias. E tudo isto acaba, também, por estar presente de forma mais ou menos evidente um pouco por todo o disco. Mas depois desta sensacional abertura, Blind Faith tem muito mais para mostrar. Por exemplo, Animal In Me, Retaliaton Call e Settle The Score mostram os Mean Streak a criarem heavy metal melódico da mais fina casta. Tear Down The Walls e Love Is A Killer (outro tema monumental!) abraçam, novamente, o heavy metal tradicional de uma forma espetacular. Come Undone é mais comedida, mais compassada e com bom trabalho de coros. Já Fire At Will é de todo inesperada pela sua potência de true power metal. Caught In The Crossfire é um tema de metal melódico e técnica, muito na linha de Ten. Para quem procura um álbum atual que respeite e venere as regras estabelecidas por coletivos como Iron Maiden, Twisted Sister e Bonfire, neste segmento do metal melódico e tradicional, pois bem, Blind Faith é uma das mais interessantes e consistentes propostas deste ano.

Tracklist:
1.      Blood Red Sky
2.      Animal In Me
3.      Retaliation Call
4.      Settle The Score
5.      Tear Down The Walls
6.      Tears Of The Blind
7.      Love Is A Killer
8.      Come Undone
9.      Fire At Will
10.  Caught In The Crossfire
11.  Gunnerside
12.  Smile Of A Clown (Japan bonus)

Line-up:
Peter Andersson – baixo
Andy LaGuerin – vocais e guitarras
Thomas “PLEC” Johansson – guitarras
Jonas Källsbäck – bateria

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Edição: Rock Of Angels Records